09 setembro 2010

Viagem sem rumo a duas mãos

Sigo numa viagem sem rumo...
A indecisão vai pautando o caminho, o destino vai sendo traçado passo a passo!
Sigo errante e sem ideal, quero apenas ir... Ir por ir, e não ficar! Sem rumo, balanço. De um lado para o outro, tento vislumbrar o meu caminho, a minha luz. A estrada que fica para trás é sempre menor que a que está por vir... Quero ir à descoberta, fazer algo de novo, inovar, descobrir e redescobrir! Rasgo o meu peito com quês, esquadrinho a minha mente, esgravato a minha alma... procurando, achando...
Quero ser eu, eu e mais eu! Quero encontrar quem assim o seja, quem ali esteja!
Corro, abrando, vou passo a passo, vou andando!
Vou nadando e remando!
Sigo pelos elementos com a determinação divina de um ser humano, resgato-me das garras do tédio e da rotina! Agarras-me ao caminho já trilhado, contigo...
Reajo a cada intempérie... e... luto, como se cada luta fosse aquela que me conduz à derrota final! Triunfo! Desembainho o meu sorriso, ergo novamente as forças e sigo por essa estrada, com forças renovadas e retomo cada desafio!
Dois passos à frente e um atrás...
Porque eu... sigo nessa viagem sem rumo!

(Vitor Lopes e Catarina Alves)

06 setembro 2010

"Amor ou o bilhete de ida e volta"

O Amor deu-me a mão. De sorriso nos lábios, estendi-lhe a minha... Apertei-a com força, puxei-o para mim, acerquei-o com os meus braços. Envolvida nele, sinto o seu cheiro. O seu sabor adoça-me a alma. Ao seu toque, a minha pele estremece... cada músculo se contrai de prazer... da minha boca sai um som vibrante. No seu sorriso e no seu olhar, viajo...
...
A viagem encerra uma aprendizagem. Ele nos seus olhos castanhos encontra o desafio da vida, esfrega a sua face na dela e respira o ar que a envolve... perde a noção de espaço.. aliás, vai para além dele e do tempo... são eles, no fundo, que preenchem o existir um do outro. Por momentos, afastam-se e olham-se com ternura...olhares perdidos mas que se entranham e perscrutam na alma... Eles lêem-se...e escrevem-se poeticamente. Tudo naquele olhar, que faz encher o peito de ar, que impele o sabor do odor, da sua pele que o contagia...

(Catarina Alves e Mauro Santos)

05 agosto 2010

Aceitam-se... Opiniões

Iniciei-me no mundo das palavras há bem pouco tempo... Por vezes - muitas! - suscitam dúvidas sobre aquilo que escrevo...será que está bom? irão gostar? ... inúmeras questões saltitam na minha cabeça...aparecem umas, e depois outras, e outras.... Ideias tenho muitas...bom(!) talvez não se possam chamar de "ideias", mas sim "pensamentos soltos, palavras soltas...", tais ideias atropelam-se umas às outras, dificultando o acto de escrever, de compôr um textozinho minimamente decente que ocupe (por escassos minutos que sejam) a mente dos leitores! Leio, releio...e volto a ler(!)... e tudo me parece inacabado...
Ass: Escritora novata

29 julho 2010

Rabiscos

Escrevinho qualquer coisa no papel... pensamentos que me invadem..ideias sem fim... rabiscos... rascunhos...

08 julho 2010

24 junho 2010

Força (!)

Vai...
Segue o teu caminho...
Usa passos coordenados e cadenciados (!)
Enquanto trilhas o teu caminho
Olha a tua volta
Observa...
Escuta...
Torna-o vagaroso quando necessário...
Não estás só...
Aquando olhares para trás, ver-me-ás...
Sorrir-te-ei...

21 maio 2010

Fora de órbita


Cenário espectacular!

Mesas postas para jantar - atenção! não é um jantar qualquer, mas sim (quase) um jantar de gala! - e que já foi servido(!) - digo isto pela disposição dos guardanapos, dobrados, amarrotados, vincados, vestígios de batôn nos copos - senhores e senhoras vestidos a rigor, música, conversas de fundo, abraços, congratulações em cada canto da sala, copos a brindarem uns nos outros.. uma espécie de viagem a um mundo diferente!

Naquele cenário, ali estou eu.. como que perdida..a observar tudo o que me rodeia... assaltada por todas aquelas sensações... diria mesmo que estou em cena, numa peça de teatro qualquer para a qual não fui convidada..

O silêncio faz-me pensar que é a minha deixa...